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Turismo - Esqui

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Turismo, 01 de Junho de 2009

O mundo da neve

O Inverno está quase a começar. Os oito centros no país estão se preparando para receber os adeptos de desportos de Inverno. Para este ano são esperados neve pesada e boas condições climáticas.


O país possui importantes Centros de Esqui distribuídos de Mendoza até Tierra del Fuego. Entre os mais importantes destacam-se o Cerro Catedral (em Río Negro), Las Leñas (em Mendoza) e Chapelco (em Neuquén).  (Secretaria de Turismo da Nação)

É nos meses de junho, julho, agosto, setembro e às vezes, parte de outubro, que a neve cai ao longo da Cordilheira dos Andes, desde a província central de Mendoza até a Ilha Grande de Tierra del Fuego, no extremo sul do continente.
 
No  junho, inaugura-se a temporada de esqui na Argentina, e as boas nevadas pré-anunciam uma temporada bem-sucedida nas ladeiras dos nove centros de esqui do país, onde o esporte e a diversão têm a presença de uma paisagem que parece um postal antigo tomado em branco e preto devido à sobrecarga de neve. E o que a paisagem perde em quantidade de cores, ganha agora em brilhos solares refletidos pela neve, que parecem faíscas esplendorosas sublinhando com uma suave “linha de fogo” o contorno das montanhas nevadas ao entardecer.

Las Leñas
Situado na província de Mendoza, a 2.240 metros de altura na Cordilheira dos Andes, Las Leñas é um dos centros de esqui clássicos da Argentina - espaçoso e com muitas pistas-, que atrai o público internacional. Se alguém viajar até as cidades de Malargüe ou San Rafael, e ao observar pela janela desde o céu descobrem vales descomunais que parecem campos de golfe cobertos de uma grama perfeitamente branca.

O ônibus que leva desde o aeroporto ao Vale das Leñas percorre um pavimento que também se torna branco e oculto sob uma capa de gelo que parece chispar com os raios do sol. E no encostamento a panorâmica da paisagem se assemelha a um deserto de  dunas brancas.

As instalações do centro de esqui estão em meio a um vale muito fechado isolado de tudo, onde há vinte alojamentos diferentes - desde luxuosos hotéis a dormi houses-, que permitem ao esquiador sair com os esquis colocados desde a porta do hotel diretamente às pistas.
 
Las Leñas é um dos centros de esqui com glamour de TV – comparecem modelos e estrelas da TV-, onde há danceterias e restaurantes para quem procura diversão à noite.

Em relação às facilidades, o centro tem 13 meios de elevação e 30 pistas habilitados para diferentes modalidades como o esqui alpino e o fora de pista, e o snowboard em todos os níveis de complexidade.

Para os esquiadores expertos, um dos fortes de Las Leñas é o fora de pista. O centro conta com 17.500 hectares para esqui, dentro e fora de pista. Por isso, Las Leñas oferece um cenário quase imenso onde sair a explorar paisagens em meio de neves virgens que, em alguns casos, requerem um altíssimo nível de habilidade. Para facilitar estas expedições extremas há três pisaneves adaptados como transporte dos esquiadores até o topo da montanha.

Cerro Catedral
Situado na província patagônica de Río Negro - a 19 quilômetros da cidade turística de Bariloche - o Cerro Catedral é o maior centro de esqui da América do Sul, uma Meca de inverno por onde transitam 12 mil esquiadores por dia na temporada alta. Em total, o centro tem 120 quilômetros de pistas com uma vista panorâmica ao lago Nahuel Huapi - um dos mais extensos e bonitos da Patagônia-, e apesar de ser o centro de esqui mais antigo do país, com 70 anos, é ao mesmo tempo um dos mais avançados em tecnologia e infra-estrutura. Entre suas sofisticações tecnológicas há uma cadeira aérea sêxtupla “super-rápida” que na metade do cerro combina com outras duas, colocando os esquiadores no topo da montanha em apenas 17 minutos. Além disso, o Cerro Catedral também tem glamour, excitantes festas em danceterias ao pé do cerro, e uma sofisticada gastronomia.

Cerro Castor
Em Tierra del Fuego, a última província da Patagônia –onde termina o mapa, quase nos limites do “fim do mundo”- está o Cerro Castor, o centro de esqui mais austral da Argentina, e portanto, do mundo. Está a 27 quilômetros da cidade de Ushuaia e é o último centro de esqui inaugurado na Argentina, em 1999. Um dos aspectos mais valorizados pelos esquiadores é a qualidade de sua neve, que não somente é abundante, senão muito suave conformada por um pó branco que nunca se converte em gelo graças às particularidades geográficas do lugar, a baixa altura e próximo do Pólo Sul.

Cerro Castor conta com todos os serviços para garantir uma estadia confortável e prática durante as jornadas de esqui, tanto para principiantes que se aproximam da escola como os numerosos times profissionais europeus que elegem este lugar para treinar quando faz calor no hemisfério norte.

Para isso o Cerro Castor dispõe de um jardim de neve infantil, uma escola de esqui e  snowboard, vários restaurantes e casas de chá, uma hospedaria com cabanas ao pé do cerro, aluguel de snowcats (motos de neve), passeios de trenó empurrados por cachorros siberianos e um snow park para saltos de alta complexidade.

O total de pistas é de 23 – várias delas homologadas pela Federação Internacional de Esqui-alcançando um percurso total de 24 quilômetros. E a capacidade de esquiadores é de 2.700, que dispõem de meios de elevação que garantem que não haja esperas no momento de subir para as pistas.

Uma alternativa mais relaxada que pode ser praticada no Cerro Castor é o esqui de fundo ou nórdico, que consiste em deslizar-se levemente sobre a neve, em superfícies planas – quase como caminhando com esquis -, uma modalidade muito simples que não requer maior aprendizagem. Desta forma pode-se passear entre os bosques de lengas ao pé das montanhas cobertas de neve, uma das paisagens mais espetaculares de toda a Patagônia.

Chapelco
 A 20 quilômetros da cidade de San Martín de los Andes - na província de Neuquén-, sobre um cordão montanhoso que surge da cordilheira, o centro de esqui Chapelco define-se por seu perfil íntimo e familiar. Isto significa, por exemplo, que não há grupos estudantis de férias, nem tampouco danceterias nos arredores. Por isso, de noite prevalece em San Martín de los Andes uma tranqüilidade de paragem isolada que convida o visitante a se refugiar em sua cabana de troncos ao calor de uma lareira à lenha.

Chapelco tem 27 pistas de todos os níveis, as quais são acessadas por 13 meios de elevação. E na cota de 1700 metros há dois terrain parks para esquiadores e snowboarders, que se dedicam a fazer saltos de todo tipo.

A escola de esqui de Chapelco tem um amplo staff de professores e no Jardim de Neve se inicia no esqui crianças de 3 a 5 anos de idade, os quais percorrem o Caminho do Bosque. 

San Martín de los Andes é um povoado semi-oculto em um desses recantos verdes da Patagônia, onde a pureza do silêncio é um componente básico da paisagem. Ao seu redor, as montanhas da Cordilheira dos Andes conformam um anfiteatro natural que reflete no lago  Lácar uma série de picos investidos cobertos de neve. E junto ao lago sobressaem casas com teto de madeira a duas águas, cuja imagem evoca uma aldeia européia de estilo alpino especialmente, quando neva.

Cerro Bayo
No sul da província de Neuquén, cerca da cidade turística de Villa La Angostura, Cerro Bayo é um centro de esqui autodenominado “butique” que se caracteriza pelo seu tamanho intermediário e por uma paisagem de sonho com o lago Nahuel Huapi e a ilha Victoria na frente. O outro privilégio desta cidade é a tranqüilidade de seu ambiente familiar, sem multidão nem filas nos meios de elevação.

Cerro Bayo foi criado há três décadas e hoje em dia é um sofisticado centro com 21 pistas rodeadas de bosques e picos nevados. Há uma boa variedade de pistas, tanto para principiantes como para expertos, que exigem um alto nível de declives. Inclusive os mais audazes dispõem de amplos setores “fora de pista” e um “snowboard park” para realizar todos os tipos de saltos. Em total há 12 meios de elevação com uma capacidade para 6.350 esquiadores por hora, 12 quilômetros, 7 de pistas e outros quatro fora de pista.

La Hoya
A 15 quilômetros da cidade de Esquel - no noroeste da província de Chubut-, há um centro de esqui encerrado por uma montanha em um semicírculo com a forma de um descomunal anfiteatro branco. Ao ver o mapa que é entregue ao esquiador no centro de esqui, La Hoya, se descobre um verdadeiro “ramalhete” de pistas que se entrecruzam pelas ladeiras, confluindo na base, justo no centro de um grande “buraco” de origem natural.

Uma das razões que definem o perfil familiar de La Hoya é, justamente, que a confluência de todas as pistas no mesmo lugar, permite aos pais manter o contato com as crianças, e inclusive os amigos que esquiam nas pistas de diferente nível. Assim, não deixam de compartilhar juntos seus dias de esqui. Em total, o centro tem dez meios de elevação, 60 hectares de superfície para esqui e 24 pistas interconectadas, com uma extensão de 22 quilômetros e um desnível de 750 metros. Com respeito à neve, ao estarem as pistas sobre a ladeira sul da montanha, têm pouco tempo diário de exposição ao sol, o qual outorga o privilégio de uma longa temporada com abundante neve em pó (por esta razão alguns times europeus de esqui elegem este lugar para treinar, especialmente por “fora de pista”).

Caviahue
Ao noroeste da província de Neuquén, o vilarejo de Caviahue é uma alternativa para os centros de esquis clássicos, com uma boa infra-estrutura de pistas com diferentes complexidades. Durante quase todo o inverno, este adorável vilarejo passa seus dias com as casas semi-tapadas pela neve, outorgando-lhe um encanto especial à paisagem povoada de árvores de araucárias. O centro de esqui é intermediário e relativamente novo, mas com uma infra-estrutura que inclui restaurantes, aluguel de equipamentos, jardim de neve para crianças, escolas de esqui e dez pistas para snowboard e esqui alpino. Um aspecto distintivo deste centro é um tele-esqui que vai até os 2800 metros de altura, bastante próximo da cratera do vulcão Copahue. E daí, pode-se descer esquiando pela ladeira do vulcão através de pistas intermediárias ou de alta complexidade. Também, pode-se optar por um maravilhoso fora de pista.

A outra característica própria deste centro é seu departamento de excursões especializado em saídas diurnas e noturnas com treze motos de neve, dois caminhões de esteira para 17 pessoas e um pisaneve que transporta outras quinze. Estes veículos servem para chegar às termas de Copahue (o vilarejo em si está debaixo da neve, mas é possível tomar banho nas quentes termas sulfurosas ao ar livre). Também se pode chegar à cratera do vulcão Copahue e até às cascatas congeladas entre os bosques de araucárias. Também se organizam caminhadas com raquetes até refúgios na montanha para jantar rodeados de neve, e diferentes atividades de neve para pessoas que não sabem esquiar.

O centro de esqui Caviahue tem capacidade para 7.500 esquiadores, no entanto, o vilarejo conta com somente mil camas de hotel. Por isso, não há filas para subir aos meios de elevação e se desfruta uma grande amplidão nas pistas.

Penitentes
Na província de Mendoza, a 168 quilômetros da capital provincial, chega-se a um pequeno centro de esqui chamado Penitentes. Além do conforto de chegar desde a cidade de Mendoza em apenas duas horas sobre o pavimento, este centro de esqui é mais econômico que os tradicionais, e conta com alternativas de hospedagem que vão desde hospedarias muito econômicas com quartos compartilhados, até refúgios e apartamentos para famílias ou confortáveis hospedarias.

O centro de esqui Penitentes tem 25 pistas para todos os níveis de esquiadores - incluindo algumas pistas extremas-, e 10 meios de elevação. E há também uma escola de esqui com 50 instrutores.

Para os amantes dos saltos na neve - seja em esqui ou snowboard--, há um snowpark com todos os elementos para fazer piruetas à vontade.

Outros centros de esqui

Neuquén

Parque de neve Batea Mahuida
Os parques de neve são uma espécie de centro de diversões orientados em direção às pessoas que, sem serem esquiadores, buscam uma aproximação com a neve para deslizar-se por pendentes suaves, seja com esquis, trenós ou culipatins. Portanto, são ideais para ir com crianças, ou também para pessoas que, simplesmente, desejam dar seus primeiros passos no esqui, e assim experimentar se o esporte é atrativo ou não. Por último, são muito mais econômicos que outros centros tradicionais. 
 
Um destes parques é o Batea Mahuida, situado no vilarejo de Vila Pehuenia - província de Neuquén--, administrado pela comunidade aborígine Mapuche Puel, cujo cacique é seu diretor. O cerro Batea Mahuida está a 12 quilômetros de Vila Pehuenia e foi inaugurado no inverno de 2000.

Em um contexto de bonitas paisagens cobertas por centenas de araucárias, as crianças desfrutam uma pista exclusiva para eles, onde se jogam com deslizadores plásticos que utilizam como simples trenós. Também há uma escola de esqui e uma equipe de patrulhamento das pistas, para atuar em caso de lesões. As modalidades de esqui mais comuns em Batea Mahuida são o alpino, o nórdico ou de fundo entre os bosques de araucárias e o snowboard.

O parque tem apenas duas pistas curtas, com um desnível de 700 metros desde a base até o ponto mais alto, e se chega com dois meios de elevação de arraste. A superfície de esqui é de 4 hectares em total. E os serviços incluem aluguel de equipamentos, uma escola de esqui e sala de primeiros auxílios. Na confeitaria de Batea Mahuida podem ser degustados pratos mapuches com base nos pinhões torrados ou fervidos com uma porção de cordeiro.

•    Cerro Wayle
•    Cerro Morena
•    Primeros Pinos


Mendoza
•    Vallecitos
•    Los Puquíos

Río Negro
•    Cerro Perito Moreno

Santa Cruz
•    Valdelén
•    Olla de Chingue

Tierra del fuego
•    Glacial Martial

Câmara Argentina de Esqui
O web da organização que reúne os 8 centros de esqui do país oferece informação atualizada sobre as particularidades de cada um, sua localização, vídeos e imagens.

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