
Esses parques abrangem uma superfície de 275.300 hectares numa região desértica das províncias de San Juan e La Rioja. Contêm a evidência fóssil continental mais completa que se conhece do Período Triásico (245 a 208 milhões de anos atrás).
Na província de La Rioja está situado o parque Talampaya, cujo nome tem origem nos termos quichuas "Tala": árvore autóctone; "Ampa": rio e "Aya": coisa extinguida ou que deixou de existir. Tanto as descobertas fósseis de répteis e plantas como os estratos geológicos analisados correspondem a um período no qual os grandes répteis governavam a terra. Acumulados durante centenas de milhares de anos, os sedimentos de diferentes cores e texturas ficaram expostas quando se elevaram junto com a Cordilheira dos Andes.
A erosão do vento e a água foram formando no Canhão de Talampaya -originado no curso de um rio seco- rochas com estranhas silhuetas que foram batizadas pela imaginação popular com os nomes das imagens que recriaram: O Monge, A Catedral, A Chaminé ou O Tabuleiro de Xadrez.
Lavrado em terra vermelha, no canhão de vários quilômetros de comprimento erguem-se formações imensas, e as paredes laterais chegam até 160 metros de altura. O ponto culminante do passeio que só pode ser feito numa caminhonete é A Catedral, com uma dimensão grandiosa e paredes rochosas de mais de 100 metros. No Parque Talampaya também ficou registrada a história de seus antigos povoadores, que contaram através de petróglifos e pictografias suas vivências com a caça de diferentes animais.
Já em San Juan, encontra-se o Parque de Ischigualasto ou Valle de la Luna (Vale da Lua). A chamada Depressão de Ischigualasto é um vale desértico de temperaturas extremas e um vento quase permanente que provocou a erosão do terreno e modelou esculturas naturais. O vento, a água e diversos elementos climatológicos definiram a paisagem atual dando nascimento a estranhas formas. Como é o caso do Submarino, que é uma das esculturas rochosas mais conhecidas; O Cogumelo ou A Esfinge.