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Turismo, 30 de Junho de 2008

La Rioja, terra de sabores e tradições

Berço de famosos caudilhos, La Rioja atrai pelo sabor de seus vinhos e azeitonas. Esta província do noroeste argentino é rica em festas populares e orgulha-se de suas paisagens com canhões e desfiladeiros.


Esta província de vales, montanhas, rios e quebradas convida a realizar um turismo de aventura e visitar suas adegas e oliveiras. Alguns dos principais centros turísticos estão em Chilecito, ao pé do maciço de Famatina, em Nonogasta e em Villa Unión, de onde se ingressa ao Parque Nacional de Talampaya, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.  (Província de La Rioja)

La Rioja está situada no noroeste da Argentina. Faz divisa ao noroeste com o Chile, ao oeste com a província de San Juan, ao sul com a de San Luis, ao leste com Córdoba e ao norte com Catamarca. Sua capital é a cidade de La Rioja, situada a 1.167 quilômetros de Buenos Aires. O clima é semi-árido. Nas zonas baixas, os verões são muito quentes e os invernos são curtos.

Esta província de vales, montanhas, rios e quebradas convida a realizar um turismo de aventura e visitar suas adegas e oliveiras.  Alguns dos principais centros turísticos estão em Chilecito, ao pé do maciço de Famatina, em Nonogasta e em Villa Unión, de onde se ingressa ao Parque Nacional de Talampaya, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Em La Rioja se concentra uma grande quantidade de cerros, canhões, desfiladeiros e planalto de terra vermelha, sobrevoados pelos condores.

É um território de coloridas festas, onde a religião católica se mistura com o passado indígena, a partir do qual dão fé importantes restos arqueológicos.

La Rioja também foi o cenário da intensa vida de caudilhos argentinos do século XIX, como Juan Facundo Quiroga ou Ángel Peñaloza.

Economia
Em La Rioja se destaca a elaboração de vinhos. Também é muito importante a produção de azeitonas, especialmente, da variedade Arauco. Calcula-se que nos próximos 10 anos, a atividade passará das atuais 20 mil toneladas a uma produção de 200 mil toneladas, com as colheitas dos novos empreendimentos. Também se cultivam nozes, jojoba, diferentes frutas e hortaliças.

Em La Rioja também se elaboram couros de vaca e cabra, fundamentalmente, para a exportação, e ao ser uma província de tradição de minérios, se implementa uma política de desenvolvimento deste setor.

Incentivos à produção
O governo riojano lançou um projeto de pesquisa para o setor olivícola. Procura-se melhorar as técnicas de poda e manejo das pragas, entre outros objetivos.

As autoridades também promovem o programa "FERYA 2008", para que, periodicamente, seja realizada a venda de produtos agropecuários e artesanais em diferentes pontos de La Rioja. O objetivo é fortalecer as economias locais.
 
Cidade de La Rioja
Situada ao pé da serra de Velasco, é a capital da província homônima. Foi fundada em 1591, em tempos da conquista espanhola, por Juan Ramírez de Velasco.

Na capital riojana convivem a antiguidade e a modernidade. Recomenda-se visitar a Igreja Catedral Basílica Menor de San Nicolás de Bari, o Templo e Convento de Santo Domingo, a Igreja de La Merced, a Igreja de San Francisco e o Museu Arqueológico Regional Inca Huasi.

Nas proximidades da cidade está Las Padercitas, um monumento histórico nacional onde a tradição diz que San Francisco Solano evangelizou os índios diaguitas no século XVI. Outro circuito é o Dique de los Sauces, onde se praticam a pesca e os esportes náuticos.

Festas populares
El Tinkunaco
Na cidade de La Rioja, celebra-se todos os anos, a festa de Tinkunaco (voz quéchua que significa Encontro). É a principal cerimônia religiosa de origem riojana e representa o encontro de dois mundos: o hispânico e o indígena. Também simboliza o esforço por superar as diferenças, a partir das imagens de San Nicolás de Bari, em representação dos espanhóis, e a do Menino Jesus Alcalde, em representação dos índios Diaguitas.

A Chaya
Celebra-se em diferentes cidades, no mês de fevereiro. Nesta festa, os participantes agradecem à Mãe Terra os dons recebidos, molhando-se mutuamente com água e passando uns nos outros farinha de milho.

A Chaya Riojana está muito relacionada com o Carnaval. As ruas convertem-se em cenário dos "encontros", -aproximações festivas que os riojanos protagonizam.

Agroturismo
Na província é possível visitar estabelecimentos dedicados aos cultivos provinciais, especialmente, aqueles que contêm vinhedos (Chilecito, Famatina, Anillaco) jojoba (Banhado dos Pântanos, Arauco) oliveiras e unidades processadoras de azeite de oliveira (Aimogasta e Capital).

Para o caso das plantações de nogueiras, Famatina é o departamento de maior produção, além de frutais destinados à produção de doces.

Vinhos
O Vale de Chilecito é a zona vitivinícola mais importante de La Rioja. A variedade mais cultivada é Bonarda; também se dá muito bem o Torrontés. Atualmente, está começando a cultivar outras cepas, como Cabernet Sauvignon, Syrah, Chardonnay.
O processo de elaboração dos vinhos tem um grande atrativo turístico. Entre as adegas que integram o circuito do vinho está a adega e Cooperativa La Riojana, situada na mesma cidade de Chilecito.

Enquanto, em Malligasta, a empresa Motegay elabora vinhos multipremiados. Também está ali a adega Santa María. Na zona de Anguinán está Anguinán S.A. Em Nonogasta há adegas que conseguiram prêmios internacionais, como Nacarí, La Rioja S.A. e El Águila.

Outras zonas de vinhos são: Famatina, onde está a adega Chañarmuyo Estate -a 80 quilômetros de Chilecito e perto da qual há uma pousada com vista aos vinhedos- Aminga e Anillaco.

Olivicultura
O departamento Arauco destaca-se pela qualidade de seus azeites e azeitonas. Alguns dos estabelecimentos elaboradores destes produtos abrem suas portas aos turistas. A cidade de Aimogasta é o berço da olivicultura na Argentina. A 3 quilômetros está plantada a Oliveira mais antiga do país, trazido pelos espanhóis no século XVIII. Nesta zona se cultiva uma variedade única de azeitonas, as Arauco, grande e carnosa.

Na verdade, ao longo de quase toda La Rioja, sucedem-se as plantações de oliveiras. Estão em San Blas de los Sauces, General Ocampo, Chilecito, Sanogasta e La Costa.

Parque Nacional Talampaya
Este parque de 215.000 hectares, Patrimônio da Humanidade, está considerado um dos maiores atrativos turísticos de La Rioja, por sua riqueza geológica, paleontológica e arqueológica. Está emoldurado em uma paragem singular, originado nos processos erosivos que formaram canhadões e altos paredões. A água e o vento moldaram figuras na rocha que surpreendem os visitantes.
Talampaya encerra grande parte da história das mudanças geológicas que aconteceram na terra, possui uma importante riqueza arqueológica e é uma destacada jazida paleontológica. Entre suas jóias está o Lagosuchus talampayensis, um dos primeiros dinossauros que habitou a Terra, há 250 milhões de anos.

Parque Provincial Guasamayo
Está ao sudeste da província de La Rioja. Compreende um trecho da quebrada de Guasamayo com surpreendentes formas erosivas.
   
Laguna Brava
Situada ao noroeste, a uma altura de 4.200 metros, é um espelho de águas  salobras povoado de flamingos e com os vulcões de fundo. Serve de entrada para a prática de atividades de Alta Montanha.

Mogotes Colorados
São formações de areias vermelhas a modo de esculturas naturais. No século passado tiveram valor tático nas lutas do caudilho Angel Peñaloza. Nas imediações há águas termais. 

Famatina. A marca indígena
Evidências arqueológicas encontradas no departamento de Famatina demonstram a presença de assentamentos desde o período "Pré-cerâmico" até a dominação "Incaica".

Em Famatina se aprecia a presença diaguita no Caminho do Inca, O Sepulcro Índio em Los Morteritos, los Petroglifos en la Cuesta del Inca e nos Restos arqueológicos em Plaza Vieja.

Nesta região são muito concorridos os festejos de Semana Santa e as peregrinações. O viageiro pode adquirir tecidos artesanais como mantas, ponchos e cobertores.

Chilecito
Um dos atrativos turísticos é o teleférico que, com um percurso de 35 quilômetros, une a estação ferroviária desta cidade com a mina La Mejicana.

Outros lugares que podem ser visitados na zona são: Portezuelo, um mirante da falda do cerro Famatina, e a Tambería del Inca, que são ruínas de um povoado indígena.

Em Samay Huasi, propriedade rural que pertenceu a Joaquín V. González, fundador da Universidade de La Plata, funciona o Museu "Mis Montañas", onde se exibem obras plásticas de autores argentinos.

En Sarmientos se conserva uma capela, Monumento Histórico Nacional, construída em 1764.

Em direção a Villa Unión se inicia a Cuesta de Miranda, um caminho montanhoso que oferece uma das paisagens turísticas mais espetaculares do norte argentino.

Villa Unión
É uma pujante cidade situada entre o maciço de Famatina e a pré-cordilheira dos Andes. Predomina o cultivo da uva e de frutais. Desde seu mirante natural, se observa o vale do Rio Bermejo. O Dique de Villa Unión é ideal para a pesca e os esportes náuticos.

San Blas de los Sauces

É uma zona com um microclima especial no qual se destaca o Complexo Turístico Andolucas, com piscinas naturais. No templo de San Blas de los Sauces se reúnem a cada 3 de fevereiro, milhares de peregrinos. Festejos folclóricos e de carnaval somam-se a esta celebração religiosa. Outro lugar para visitar são as ruínas incaicas situadas no topo da Quebrada de Hualco.

Turismo cultural. Rota dos Caudilhos
Chepes
O Museu dos Caudilhos situado na cidade de Chepes conserva móveis e utensílios das culturas pré-incaicas, armas de fogo utilizadas na luta federal argentina e objetos pessoais dos caudilhos riojanos.
Por outro lado, a Casa de Quiroga resguarda em seu interior o mobiliário que usou o caudilho Juan Facundo Quiroga.

Chamical
Este departamento riojano, também terra de caudilhos, caracteriza-se por seus deliciosos vinhos, queijos, doces, artesanato em prata, couros e tecidos.

Vale a pena visitar os pitorescos povoados de Polco, La Aguadita, Santa Lucía e Santa Bárbara.

General Juan Facundo Quiroga
A zona possui como atrativo principal “Anajuacio”, a famosa casa pertencente ao caudilho Juan Facundo Quiroga, como também seu lugar de nascimento na cidade de San Antonio.

Turismo geológico de minérios
A atividade de minérios deixou em La Rioja um legado valioso que pode ser visitado: o Teleférico, jazidas e fornos de fundição metalífera.

As Minas favoritas são: El Oro, em Chilecito, e La Mejicana, em Famatina. Também se pode ver a mina La Georgette e outras na zona de Vichigasta, Miranda e no Distrito El Tigre.

5 Comentário
maaca disse:
02 de Novembro de 2011 12:17:00

necesito saber el clima, relieve y vegetación de la ciudad capital de La Rioja
jonhyx_10 disse:
24 de Setembro de 2010 15:59:00

hola q tal muy buena la pagina
jonhyx_10 disse:
24 de Setembro de 2010 15:58:00

hola como va esta pagina sirbe para todo esta muy buena
maria eugenia disse:
14 de Setembro de 2010 18:38:00

perfeta!!!!!!!!!!!! gracias!
patricio daniel pino disse:
08 de Novembro de 2009 21:07:00

hola soy Dani, y me encanto esta pag
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