
A qualidade dos vinhos argentinos, reconhecida ao nível internacional, plasma uma cultura enológica manifestada em prêmios, em grandes investimentos, em publicações específicas e em rotas turísticas que se deleitam com os mais saborosos cortes.
O “milagre vitivinícola” argentino, do qual tanto se fala nos últimos tempos, refere-se à progressiva obtenção de vinhos de maior qualidade. Com a grande contribuição do mercado externo, o desenvolvimento deste fenômeno gerou na última década volumes de crescimento em matéria de exportação que superaram 142%, e uma renda monetária superior a 220%.
Os expertos assinalam que uma das razões deste “boom” são os grandes investimentos no setor. Nos últimos cinco anos, o setor recebeu importantes investimentos provenientes de capitais nacionais e estrangeiros, que superaram 1 bilhão de dólares, tanto nos vinhedos como nas adegas.
Por outro lado, os empresários acordaram com o Estado argentino estratégias globais de ação. Os resultados estão à vista: enquanto em 1997 se exportava 5% da produção, no ano 2006 se exportou 13%, o que representa um crescimento superior a 150%.
Outros elementos que foram indispensáveis para o desenvolvimento do setor é a qualidade das terras que se estendem de Norte a Sul em toda a região andina, a altura e a amplidão climática para a produção de grandes vinhos, somado às novas tecnologias e em particular ao crescente interesse dos argentinos por seus vinhos finos.
A Argentina ocupa a quinta posição na produção vitivinícola no mundo e a União Européia e os Estados Unidos são os principais compradores dos varietais argentinos. À procura de novos mercados, o país assinou um acordo que permitirá homologar as práticas enológicas com Austrália, Canadá, Chile, Nova Zelândia e África do Sul. No caso das certificações de vinhos finos, a tendência observada é netamente crescente, conseguindo valores de 4 milhões de hectolitros no último biênio.
A Argentina é considerada como a melhor produtora de vinho Malbec do mundo. Esta uva é originária do sudoeste francês, e seu vinho possui bom corpo e um aroma no qual sobressaem as frutas vermelhas.
Várias províncias argentinas se vangloriam de ser o berço de vinhos famosos e, aproveitando esta situação, empresários e autoridades desenvolveram várias rotas turísticas em que os visitantes podem conhecer de perto o funcionamento das adegas, que por sua vez, oferecem hospedagem e têm restaurantes de primeira qualidade. Não é necessário ser um experto enólogo e se aprende degustando, conhecendo e se interessando pelo inesgotável mundo do vinho.
O percurso atravessa as províncias de Río Negro, Neuquén, Mendoza, La Rioja, Catamarca e Salta com a única idéia de conhecer a fundo o processo de vinificação da uva; desde a coleta até a moagem, a fermentação do líquido em tanques e a colocação em tonéis de carvalho. Além de excelentes degustações.
Exportações
Os principais destinos dos vinhos finos argentinos são: