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Turismo

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Turismo, 30 de Outubro de 2007

A rota do vinho

Argentina está entre os mais importantes produtores de vinhos a nível mundial. A indústria vitivinícola conseguiu conquistar mercados de exigentes consumidores.

Foto: Carlos Calise

O vinho na Argentina é sinônimo de qualidade, prestígio e bom gosto.


 

Atualmente, a Argentina está entre os mais importantes produtores de vinhos a nível mundial. A indústria vitivinícola argentina tem se desenvolvido de tal maneira que conseguiu conquistar mercados de exigentes consumidores, como também uma crescente quantidade de turistas que querem combinar lazer e degustação nas adegas que estão espalhadas pelas diferentes rotas do vinho.

Várias províncias do oeste e norte da Argentina oferecem visitas variadas a vinhedos, adegas e restaurantes, onde o vinho é o protagonista indiscutível. De acordo a uma pesquisa realizada pelas Adegas da Argentina, em 2006 um total de 1.004.810 turistas percorreram os Caminhos do Vinho da Argentina.

O crescimento da quantidade de turistas que visitam estas rotas (45%) foi maior do que o crescimento do total de pessoas que visitam a Argentina (15.3%). A província de Mendoza (no oeste) é a que tem mais adegas e é a mais visitada, embora em San Juan e Salta aumentou consideravelmente a presença de turistas. 

Tradição com a oferta mais variada

A província argentina de Mendoza é a mais tradicional na produção vitivinícola. Neste distrito do oeste da Argentina, aos pés da Cordilheira dos Andes, encontram-se a maior quantidade de adegas: López, Valentín Bianchi, San Telmo, Escorihuela, Cavas de Weinert, J&F Lurton, Trapiche, Flichman, La Rural, Norton, Félix Lavaque, Lagarde, Navarro Correas, Nieto Senetiner, Goyenechea e Chandon.

Na zona alta do rio Mendoza quase todas as variedades nobres se adaptaram com facilidade. Aqui se destaca o Malbec. A zona norte da província é ideal para os vinhos brancos frutados e tintos jovens; o leste é a zona de maior produção e a zona do vale de Uco caracteriza-se por ser a mais fria e de maior altitude. As quatro principais regiões são:

Região Centro. Que compreende os departamentos de Godoy Cruz, Guaymallén, Maipú e Luján de Cuyo. Os vinhos que produzem estas adegas -industriais, familiares e “boutique”- são famosos. Estes estabelecimentos não estão muito longe da cidade de Mendoza (a uns 20 km), e por isso os turistas podem se deslocar com facilidade. Nesta região também existem numerosos hotéis e restaurantes onde fazer uma parada. 

Vale de Cuyo. É um vale com alturas de até 1.200 metros aproximadamente e está formado pelos departamentos de Tunuyán, Tupungato e San Carlos. Está situado a uns 100 km da cidade de Mendoza e suas adegas são grandes e equipadas com instalações modernas, para a elaboração de vinhos “Premium”.

Enquanto que o Vale Central compreende os departamentos de San Martín, Santa Rosa, Rivadavia e La Paz e se orgulha de ter a maior quantidade de vinhedos de Mendoza. Suas adegas, que aumentaram a elaboração de vinhos “premium” e que estão situadas a uns 50 km da cidade, começam a receber uma maior quantidade de turistas.

Região Sul. Na verdade está situada no centro geográfico da província, composta pelos departamentos de General Alvear e San Rafael. San Rafael está situada a 260 km ao sul da cidade de Mendoza e possui famosas adegas.

Em todas estas regiões é fácil encontrar ótimos lugares, como restaurantes, adegas e vinhedos, para desfrutar da gastronomia da zona. Quanto à hospedagem, existem hotéis urbanos, pousadas e  hotéis rurais, como também quartos em adegas.

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