
Esta província faz honra ao significado de seu nome: linda. É um paraíso para o ecoturismo graças a sua frondosa selva que acompanha o percurso de rios e está povoada por uma fauna única, aves, belas flores e árvores coloridas.
Situada na zona nordeste do país, limita ao norte e ao leste com a República do Paraguai, ao oeste com a província de Salta e ao sul com a do Chaco.
Seu nome provem do termo castelhano antigo "fermoso ", vocábulo que significa “linda” e se utilizou para aludir à beleza que caracteriza a região.
Formosa, sua capital é considerada a cidade das artes plásticas. Numerosos artistas encontram nas majestosas paragens da região, o estimulo natural para a criação de suas obras. Delicadas pinceladas traçam recantos deslumbrantes da bela Formosa. A refinada qualidade destes trabalhos pictóricos pode ser vista em alguma das múltiplas salas de exposição da província.
Outras cidades destacadas são: Clorinda, Espinillo, Pirané, San Francisco de Laishí, Comandante Fontana, Laguna Yema, Ingeniero Juárez e General Enrique Mosconi.
Como sua vizinha, Chaco, Formosa também se caracteriza por contar com uma grande população de comunidades indígenas, principalmente Tobas, Wichis e Pilagás. É por isso que a província é sede do "Encontro de Povos Originários da América", evento que reúne representantes aborígines, de entidades, agrupamentos e fundações que lutam pela defesa dos direitos humanos e pela preservação da cultura dos povos pré-colombianos.
Descobrir a frondosa e variada natureza de Formosa é descobrir um mundo de inesquecíveis sensações. Em seus extensos rios, esteiros, arroios e selvas estão as mais diversas aves para contemplar, como garças, tucanos, chajás e bandurrias. Também convive uma exótica e singular fauna: aguará guazú, jacarés, jaguaretês e tamanduás-bandeira. Por sua vez, a flora presenteia sua vasta beleza em um panorama lotado de cores. Desde lapachos rosados, brancos e amarelos, até o falso mogno, chivatos em sua variedade de intensos vermelhos, laranjas e amarelos, conformam a majestosa paisagem provincial.
Geografia
Está assentada sobre um grande plano suavemente inclinado, que forma a planície chaqueña. No borde oriental desta bacia sedimentária se hospeda o sistema hidrográfico autóctone gerado por excessos locais de água, ali se desenvolve a paisagem de esteiros, arroios e selvas em galeria.
Sobre os solos baixos e pesados se desenvolvem extensos palmeirais. Nos mais altos encontram seu hábitat as "ilhotas de monte forte", com predomínio do quebracho vermelho chaqueño e o urunday.
No centro se desenvolve o Chaco com parques e savanas secas, com bosques xerófilos de porte médio formando ilhotas mais ou menos fechadas.
Em direção ao oeste entramos no domínio da vegetação lenhosa e do espinhal ou vinhal onde encontramos o monte alto de quebrado vermelho santiagueño e quebracho branco.
Os principais rios da região são o Paraguai, Pilcomayo e Bermejo.
Está situada dentro da Região Subtropical Marítima, caracterizada por oferecer um clima quente. Em dezembro e janeiro, as máximas temperaturas chegam a 45º C. As médias anuais variam entre 22º e 23º. O inverno é curto e não rigoroso.
História
O atual território da província estava habitado no século XVI por índios guaranis, payaguás, wiichis e pilagás, entre outros.
Os primeiros europeus em pisar o solo de Formosa foram os integrantes das expedições de Diego García de Moguer e Sebastião Gaboto em 1528. Considera-se que é desde essa época que a zona recebeu o nome espanhol arcaico de Formosa (Linda) em recordação de uma volta do rio Paraguai com bonita paisagem, excelente pesca e caça e muito bom terreno para acampar e ancorar navios.
Porém, e apesar das proximidades de Assunção do Paraguai e de Corrientes, a resistência das populações originárias tornou impossível o assentamento estável de populações européias ou crioulas até quase finais do século XIX.
Desde 1811 e até 1865 o território da atual província de Formosa encontrava-se litigado pela Argentina e Paraguai até 1870 quando o Paraguai abandonou suas pretensões ao sul do rio Pilcomayo e em 1872 a Argentina fazia o mesmo ao norte desse rio.
Em 1865 a Argentina assinou o Tratado da Tríplice Aliança com o Brasil e Uruguai, através do qual as províncias de Formosa e Chaco e uma extensa porção do atual Chaco paraguaio até a Baía Negra deveriam permanecer em território argentino ao finalizar a guerra. A partir do momento do ingresso da Argentina na Guerra da Tríplice Aliança, as etnias originárias -ancestralmente acérrimas inimigas de Assunção- facilitaram a passagem ao Paraguai. No dia 31 de janeiro de 1872, um decreto do presidente Domingo Faustino Sarmiento, criou a "Governação dos territórios do Chaco", região ao norte do rio Salado e todo o Chaco Boreal que atualmente é jurisdição da República do Paraguai. Pelo mesmo decreto se criava a capital dessa governação: "Vila Ocidental" (chamada então "Vila Argentina", atualmente em território paraguaio com o nome de "Vila Hayes").
Em 1876, um tratado de limites assinado entre a Argentina e Paraguai estabeleceu as fronteiras atuais entre os ambos países. Entre 1883 e 1884 foram submetidas as populações originárias.
No dia 15 de junho de 1955, durante a presidência do general Juan Domingo Perón, por lei, Formosa passa a ser província.
Economia
Semeia-se principalmente algodão, sorgo, milho, girassol, arroz, trigo, mandioca, abóbora, pimentão e soja. No setor fruti-hortícola destacam-se a batata-doce, cebola, batata, tomate, pimentão, abóbora, alho, mandioca, feijão preto e frutas como bananas, melancias, cítricos, mangas, abacaxis, abacates e lima.
A atividade pecuária também é freqüente, especialmente a criação de bovinos e o cruzamento de raças. O gado caprino se desenvolve na região centro-oeste provincial. Desenvolve-se atualmente a criação de búfalos. O processo de adaptação está na etapa final com excelente resultado.
Toda a província é ótima para o desenvolvimento apícola. A produção de mel teve um importante crescimento, por se tratar de um produto exclusivamente ecológico. Atualmente a província conta com uma produção de 42.000 kg. de mel natural ao ano.
A exploração florestal é outra atividade crescente na província, especialmente, madeiras como: quebracho vermelho e branco, lapacho, guayaybí, espina corona e algarrobo.
Entre as indústrias mais destacadas estão a madeireira, a têxtil e curtumes. Fábricas de móveis de madeira, de assoalho, de tanino, serrarias, elaboração do carvão, de brinquedos didáticos de madeira, desmotadoras, fios de algodão, secagem e elaboração de arroz, elaboração de amido de mandioca, moendas de milho, indústria láctea, embutidos, frigoríficos, são algumas das que desenvolvem atividade na província.