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Turismo

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Turismo, 30 de Outubro de 2007

Belezas da humanidade

Selvas tropicais, geleiras milenares, construções e ruínas coloniais e desertos com restos fósseis integram um circuito turístico da Argentina muito apreciado.


Já em San Juan, encontra-se o Parque de Ischigualasto ou Valle de la Luna (Vale da Lua).  (Provincia de San Juan)

Parques Naturais de Ischigualasto e Talampaya

Esses parques abrangem uma superfície de 275.300 hectares numa região desértica das províncias de San Juan e La Rioja. Contêm a evidência fóssil continental mais completa que se conhece do Período Triásico (245 a 208 milhões de anos atrás).

As seis formações geológicas dos parques contêm fósseis de uma ampla faixa de antepassados de mamíferos, dinossauros e plantas que revelam a evolução dos vertebrados no Período Triásico. Não há outro lugar no mundo inteiro que tenha evidências fósseis comparáveis às de Ischigualasto–Talampaya.

Na província de La Rioja está situado o parque Talampaya, cujo nome tem origem nos termos quichuas "Tala": árvore autóctone; "Ampa": rio e "Aya": coisa extinguida ou que deixou de existir. Tanto as descobertas fósseis de répteis e plantas como os estratos geológicos analisados correspondem a um período no qual os grandes répteis governavam a terra. Acumulados durante centenas de milhares de anos, os sedimentos de diferentes cores e texturas ficaram expostas quando se elevaram junto com a Cordilheira dos Andes.

A erosão do vento e a água foram formando no Canhão de Talampaya -originado no curso de um rio seco- rochas com estranhas silhuetas que foram batizadas pela imaginação popular com os nomes das imagens que recriaram: O Monge, A Catedral, A Chaminé ou O Tabuleiro de Xadrez.

Lavrado em terra vermelha, no canhão de vários quilômetros de comprimento erguem-se formações imensas, e as paredes laterais chegam até 160 metros de altura. O ponto culminante do passeio que só pode ser feito numa caminhonete é A Catedral, com uma dimensão grandiosa e paredes rochosas de mais de 100 metros. No Parque Talampaya também ficou registrada a história de seus antigos povoadores, que contaram através de petróglifos e pictografias suas vivências com a caça de diferentes animais.

Já em San Juan, encontra-se o Parque de Ischigualasto ou Valle de la Luna (Vale da Lua).  A chamada Depressão de Ischigualasto é um vale desértico de temperaturas extremas e um vento quase permanente que provocou a erosão do terreno e modelou esculturas naturais.  O vento, a água e diversos elementos climatológicos definiram a paisagem atual dando nascimento a estranhas formas. Como é o caso do Submarino, que é uma das esculturas rochosas mais conhecidas; O Cogumelo ou A Esfinge.

Área histórica e Fazendas Jesuíticas de Córdoba

A área histórica abrange na cidade de Córdoba um bloco integrado pela Igreja da Companhia de Jesus, a capela doméstica, a residência da ordem e o Reitorado da Universidade Nacional de Córdoba com suas dependências administrativas, claustro, Salão de grau, Biblioteca Maior e Colégio Nacional de Monserrat. A construção destas instalações foi dirigida pelos missioneiros e realizada por milhares de índios que aprenderam os ofícios de pedreiro, ourives, marceneiro e ferreiro. As marcas de seu trabalho têm um estilo único, que fusiona a arte nativa com o barroco europeu.

Enquanto que as fazendas espalhadas pela província de Córdoba, são uma amostra singular da organização produtiva dessa companhia de religiosos na Argentina. Foram construídas ou adquiridas com finalidade produtiva no século XVII, para abastecer os colégios e outras casas de estudo, apesar de que serviram aos jesuítas para expandir a influência da religião católica.

Eram estabelecimentos agropecuários que possuíam tudo o que era necessário para seu auto-abastecimento. Existiam choupanas especialmente destinadas para o pessoal, a casa residencial dos Padres e Irmãos fazendeiros e uma capela para as cerimônias de sacramentos. As fazendas de Jesús María, Caroya, Santa Catalina, La Candelaria e Alta Gracia podem ser percorridas num circuito de 250 quilômetros por caminhos entre as serras.

Todos estes estabelecimentos foram declarados Patrimônio Cultural da Humanidade no ano 2000.

Parque Nacional Los Glaciares

Está situado no sudeste da província de Santa Cruz. Este Parque Nacional foi criado para preservar uma extensa área de gelos continentais e glaciares do bosque andino-patagônico austral, bem como amostras do estepe patagônico. Há milhares de anos atrás, uma grande parte de seu atual território esteve coberto por geleiras.

No seu avanço, estes rios de gelo erodiram e deram forma à paisagem, escavando vales de ladeiras abruptas nas montanhas. Ao mesmo tempo foram fragmentando e arrastando uma grande quantidade de rochas que se acumularam na frente e nos lados da geleira, formando montículos.

Um posterior câmbio climático, acompanhado de um aumento na temperatura, provocou a redução da superfície ocupada pelo gelo, até chegar ao seu estado atual. Pela sua espetacular beleza, seu interesse glaciológico e geomorfológico, e as espécies de sua fauna em perigo de extinção, em 1981 a UNESCO tombou este lugar como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Apesar de que as grandes massas de gelo costumam ser encontradas no mundo a mais de 2500 metros sobre o nível do mar, os glaciares da província de Santa Cruz têm sua origem a apenas 1500 metros de altitude e descendem até os 200, o que permite um acesso e visualização única no mundo. No sul do parque, encontra-se o Glacial Perito Moreno, que é o mais visitado pelos turistas. Caracteriza-se por estar em constante movimento e pelos desprendimentos de sua parede frontal de gelo. A cidade mais próxima ao glacial é El Calafate.

Península Valdés

Na Península Valdés, sobre o Oceano Atlântico e situada na província de Chubut, concentra-se uma variada e rica população de animais marinhos, o que fez com que a UNESCO tombasse o lugar como Patrimônio da Humanidade. As espécies que mais chamam a atenção dos turistas são as baleias francas, que costumam chegar aos Golfos Nuevo e de San José no mês de junho e permanecem ali até dezembro (verão austral) para se acasalar e parir seus filhotes, que já nascem pesando três toneladas.

Setembro, outubro e novembro são meses ideais para visitar a Península, já que nessa época as temperaturas são mais suaves pela chegada da primavera austral e são um convite para realizar passeios de lancha. Existem também lobos marinhos, orcas, golfinhos, pingüins e várias espécies de aves. Terra adentro é possível ver guanacos.

Outra das grandes atrações turísticas desta zona são os pingüins de Magalhães, apelidados “Gansos sem asas” pelos europeus que navegaram no século XVI pelo litoral de Chubut. Estas curiosas aves cujas asas cumprem a função de barbatanas natatórias são uma atração especial na reserva de Punta Tombo, a uns 180 quilômetros ao sul de Puerto Madryn, que se orgulha de ser a maior reserva continental de pingüins, com uma população de mais de 400.000 exemplares adultos.

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