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Turismo -

12 de Dezembro de 2007

A casa do dourado

Corrientes cada ano recebe mais turistas. Os Esteiros do Iberá, o ecossistema controlado de maior superfície no país, e a pesca esportiva, com o dourado como presa principal, são dois bons motivos para visitar esta província do litoral argentino.


As terras do Litoral são de uma beleza inigualável.

A Festa Nacional do Dourado atrai mais de 70 mil pessoas.

A província de Corrientes sabe manter suas tradições. E não é para menos: as terras do Litoral são de uma beleza inigualável, que felizmente o homem soube proteger a tempo. Os Esteiros do Iberá, uma reserva ecológica de espécies autóctones, e a pesca esportiva, com o dourado como principal protagonista, são dois grandes tesouros da zona, que estão ao alcance do olho humano. Cabe destacar que o número de visitantes à Reserva Nacional aumenta com o passar dos anos -quase 30% a cada 12 meses. Em 2006, 18.400 turistas visitaram o lugar, enquanto que no período transcorrido até este momento do ano a quantidade já superou os 9.000, dos quais 2.660 correspondem somente ao mês de julho.

 

OS ESTEIROS DO IBERÁ

Um dos pantanais de vida silvestre mais impactantes do mundo. Este rico ecossistema constitui a área biológica controlada de maior superfície do país. Seus 13.000 quilômetros quadrados, com uma grande variedade de fauna e uma grande massa de vegetação palustre, têm a capacidade de reter e regular a água de chuva que cai sobre sua bacia. Os esteiros formam-se em grandes depressões de terrenos que se inundam, onde a vegetação forma verdadeiras ilhas flutuantes (80 % do total da Reserva), que têm vários metros de espessura.

 

Ali, devido à acumulação de nutrientes, desenvolvem-se arbustos e árvores. Os pantanais estão compostos por banhados, esteiros, lagoas e cursos autóctones de origem pluvial. Aproximadamente 30% de sua superfície são lagoas bem delimitadas.

 

A importância da Reserva não é apenas a beleza de sua paisagem. Um museu vivo perdura nas terras correntinas, que inclui numerosas espécies ameaçadas num hábitat remanescente que conserva a história da natureza.

 

O GRANDE PEIXE

Apesar de que não está escrito em nenhum manual -é quase um dito popular-, todo mundo sabe que para ser um verdadeiro pescador é preciso capturar um dourado. Este fantástico peixe sempre foi objeto de admiração. Os primeiros índios usavam esse peixe como alimento, mas não sem antes render culto ao divino. Inclusive os conquistadores espanhóis ficaram fascinados por sua beleza e voracidade, algo que não era comum nos peixes europeus. Sua forte personalidade, seu grande tamanho e sua indiscutível beleza fazem dele uma atração em cada um dos pequenos povoados e cidades localizados à margem dos rios litorâneos. A região onde é possível encontrá-lo abrange o Delta da província de Entre Ríos, os Esteiros do Iberá, o Alto Paraná correntino e missioneiro, o rio Uruguai, os rios Paraguai e Pilcomayo e a torrente inesgotável do rio Bermejo.

 

A Festa Nacional do Dourado realizada na cidade de Paso de la Patria todo mês de agosto, atrai mais de 70 mil pessoas; 200 embarcações participantes; mais de 600 pescadores e 100 % da capacidade hoteleira é ocupada na vila turística, por pessoas que almejam a façanha de fisgar um exemplar deste incrível habitante dos rios.

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