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País, 14 de Fevereiro de 2008

Quando a ciência constrói riqueza

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, Lino Barañao, trabalha na criação de institutos público - privados de caráter científico, para aumentar a produtividade da economia argentina.


Ele tem 52 anos e é doutor em ciências químicas da Faculdade das Ciências Exatas e Naturais da UBA (Universidade de Buenos Aires).

Lino Barañao é o novo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, uma dependência criada a instâncias da presidente Sra. Cristina Fernández de Kirchner. O trabalho de Barañao tem como meta fazer da ciência, um instrumento que possa dar valor às diferentes cadeias produtivas do país, privilegiando os desenvolvimentos em software, biotecnologia e nanotecnologia.

“Na área da Economia, por exemplo, estamos trabalhando em um programa que tende a diversificar a matriz produtiva, através da criação de empresas com base tecnológica. O setor do software, que apoiamos a partir da Agência de Promoção Científica e agora a partir do Ministério, tem incidência em toda a cadeia produtiva”, assegurou o Ministro ao site Argentina.ar.

Neste sentido, Barañao está trabalhando na criação de institutos tecnológicos setoriais, de caráter público - privado. “É um conceito novo que inclui a criação de centros de pesquisa relacionados a alguma cadeia produtiva regional, onde possam coexistir pesquisadores de diversos organismos. Estes institutos não somente resolverão assuntos pontuais, senão que trabalharão para resolver problemas futuros e se adiantar às necessidades de um determinado setor econômico”, adiantou o Ministro.

A idéia é que o Estado realize as primeiras contribuições e uma vez que os projetos comecem a consolidar-se, serão incorporados capitais privados. “O modelo italiano, de aglomerados de pequenas empresas, é o que mais se ajusta àquilo que queremos para o país”.

A partir do anúncio do novo Ministério, muitas companhias privadas, sobretudo, no setor farmacêutico estão investindo no país. Também universidades que querem se radicar na Argentina, como a Universidade de Nova York e a de Miami. “Isto demonstra como uma decisão política impacta diretamente na presença que a ciência argentina tem no mundo”, concluiu Barañao.

Entrevista a Lino Barañao
Novo ministro

Sua meta é fazer da ciência, um instrumento que possa dar valor às diferentes cadeias produtivas do país




Data base Lino Barañao
Lino Barañao tem 52 anos e é doutor em ciências químicas da Faculdade das Ciências Exatas e Naturais da UBA (Universidade de Buenos Aires). Realizou estudos de pós-graduação na Alemanha e nos E.U.A. É Pesquisador Principal do CONICET e professor da UBA. Foi presidente da Comissão de Tecnologia do CONICET e Secretário de Pesquisa da Faculdade das Ciências da UBA. Nos últimos anos, desempenhou-se como presidente da diretoria da Agência Nacional de Promoção da Ciência e a Tecnologia. Como pesquisador publicou mais de 50 trabalhos, dirigiu cinco teses doutorais e atuou como assessor de empresas em assuntos relacionados com a produção in vitro de embriões e a obtenção de bovinos clonados transgênicos.

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