
Atahualpa Yupanqui deixou este mundo no dia 23 de maio de 1992, foi velado no Congresso Nacional em um caixão coberto por uma bandeira argentina. No entanto, sua voz e suas letras o mantêm vivo a cada dia.
"Nas areias dançam os remoinhos,
O sol brinca no brilho do pedregal,
E ligado à magia dos caminhos,
O tropeiro vai, o tropeiro vai".
Assim, Atahualpa Yupanqui descreveu em sua imortal música “O Tropeiro”, parte da história Argentina. 31 de janeiro de 2008, comemoram-se 100 anos do nascimento da guitarra universal da música popular argentina: “Seu Ata”.
Quem o conheceu, costuma dizer que as obras que compôs têm impressas em sua essência, paisagens e sons da identidade própria de cada região do país. Poeta, compositor e instrumentista que não somente semeou sua voz, através de toda a República Argentina, senão que também soube deslumbrar Paris e Japão.
“Uma vez fui assistir para vê-lo tocar em La Cova de San Isidro”. Quando entrei no seu vestiário, para conhecê-lo, entrei com medo, quase tremendo. E com muito respeito. Ele me disse: “Tudo bem, Gieco? (León Gieco é considerado um dos grandes músicos argentinos) Me suportou?”. Logo respondi: “Por favor, mestre...!”. “Por isso lhe pergunto –disse seu Atahualpa–, porque os mestres costumam ser insuportáveis. Eu só ensino se ao mesmo tempo aprendo”. E assim foi sua vida: ensinamento e aprendizagem. Não existe um lugar sequer no país que não haja escutado o nome de Atahualpa Yupanqui.
Deixou este mundo no dia 23 de maio de 1992, foi velado no Congresso Nacional em um caixão coberto por uma bandeira argentina. Seus restos descansam em Cerro Colorado –Província de Córdoba–, ao pé do carvalho ao qual cantou. No entanto, sua voz e suas letras o mantêm vivo a cada dia.
Poeta, compositor e instrumentista que não somente semeou sua voz, através de toda a República Argentina, senão que também soube deslumbrar Paris e Japão.