
O Museu Itinerante Juan Manuel Fangio exibe em diferentes lugares da Argentina e em breve, também no exterior.
O Museu Itinerante Juan Manuel Fangio exibe em diferentes lugares da Argentina e em breve, também no exterior, os carros que foram utilizados pelo famoso piloto que foi cinco vezes campeão da Fórmula 1, bem como fotografias inéditas de sua vida, a roupa e os acessórios que usava, e vários de seus troféus.
O Chevrolet 1940 com o qual ganhou dois campeonatos nacionais de Turismo Carretera e o Simca Gordini com o qual competiu na Europa, são algumas das peças exibidas por este museu que tem sua sede na cidade de Balcarce, onde nasceu o automobilista apelidado “El chueco”.
A amostra também conta as melhores histórias das corridas realizadas por esse piloto que nasceu em 1911 e faleceu em 1995, e que é considerado um dos melhores esportistas da história da Argentina.
Também está exibido o carro Maserati 450 S que o campeão da F1 devia dirigir no Segundo Grande Prêmio de Cuba em 1958, o que nunca aconteceu porque foi seqüestrado até depois da corrida pelo Movimento Guerrilheiro 26 de Julio, comandado por Fidel Castro.
Além dos carros que foram mencionados, é possível admirar um SIMCA Gordini Berlinette, um Volpi-Chevrolet e o Ford T que dirigiu no circuito de terra chamado "La Pomona", da localidade bonaerense de Morón.
O Museu Itinerante já passou pela cidade litorânea de Pinamar, Buenos Aires, e antes do final do ano vai estar passando por Comodoro Rivadavia, Mendoza, San Juan, La Plata, Rawson, Río Gallegos e possivelmente por Chaco e Formosa.
A partir de janeiro irá a Punta del Este (no Uruguai) e provavelmente São Paulo, para depois viajar para a Espanha, Itália, França, Inglaterra e Alemanha.
A última corrida
Finalmente, a exibição explica como foi a última corrida de Juan Manuel Fangio, no dia 6 de julho de 1958, no Grande Prêmio da França em Reims.
A Maserati tinha colocado à sua disposição uma nova versão do modelo 250 F, mas fazia cinco meses que Fangio não dirigia um modelo assim e lhe parecia difícil se acostumar.
Nesse momento decidiu que deixava de correr.
Na amostra são relembrados seus comentários sobre essa corrida:
“Fazia 10 anos que estava correndo na Europa, tinha ganho 5 campeonatos, meus pais já estavam bem velhinhos e seu médico tinha me dito que (…) algum dia ao voltar para casa não os encontraria. Eu acredito no destino e esse ano o que aconteceu nas primeiras corridas me pareceu uma advertência. A saída de pista nos 1.000 quilômetros de Buenos Aires, o seqüestro em Cuba (…). Parecia que eu estava forçando o destino”.
Era o Campeão do Mundo e sentia a obrigação de fazer as voltas mais rápidas. Tinha 47 anos e perguntei a mim mesmo que sentido tinha tudo isso. Foi então que tomei a decisão, enquanto corria, de abandonar o automobilismo. Terminei no quarto lugar e anunciei que me retirava e nunca mais voltei a participar de uma corrida”.