
A Argentina e o Brasil compartilham algo mais que a paixão pelo futebol e a mútua admiração por seus destinos turísticos. Históricos sócios, o intercâmbio não cessa. Aqui informação para os brasileiros que queiram viajar, investir ou estudar no país.
As relações entre a Argentina e o Brasil são tão estreitas como históricas e incluem todas as dimensões possíveis: economia, negócios, cultura, educação e turismo. A conformação do MERCOSUL não fez mais que afiançar essa relação histórica. E para que o vínculo seja ainda mais fluido, na seqüência oferecemos uma guia com dados, informação e recomendações úteis -em versão .pdf para descarregar- para todos os brasileiros que queiram viajar, estudar ou investir na Argentina.
A Argentina e o Brasil compartilham 1.261 km de fronteiras. O maior ícone do lazer compartilhado são as deslumbrantes - espetaculares Cataratas do Iguaçu. O intercâmbio cultural sempre foi frutífero e intenso: desde as origens afins do tango e do chorinho, passando pelo mate/chimarrão, o assado/churrasco, a paixão pelo futebol; Perón e Vargas; ditaduras militares; e as reuniões de cúpula entre Ástor Piazzolla e Tom Jobim, as visitas freqüentes de Vinicius de Moraes à Argentina, as amizades musicais entre Mercedes Sosa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Víctor Heredia, Os Paralamas do Sucesso, Charly García e Fito Páez; a permanência do escritor argentino Manuel Puig no Rio de Janeiro; e também do diretor de cinema Héctor Babenco. Em poucas palavras, tão estreita e longeva fraternidade cresce indefinidamente.
O grupo brasileiro Titãs convidou o músico argentino Fito Páez para a gravação de seu disco unplugged. Um frutífero encontro que confirma a estreita relação entre argentinos e brasileiros.
As opções para realizar estudos de graduação e pós-graduação são numerosas: há 103 instituições universitárias espalhadas por todo o país que oferecem carreiras e estudos de pós-graduação a estudantes nacionais e estrangeiros. Essas mesmas universidades, muitas vezes, também oferecem cursos de espanhol para estrangeiros, independentemente, da escolha de cursar estudos universitários. Também há outros centros que somente se dedicam ao ensino do espanhol. E mais especificamente, há instituições brasileiras que, na Argentina, encarregam-se de ministrar aulas de português e espanhol para brasileiros. A Fundação Centro de Estudos Brasileiros (Funceb) é o organismo de difusão cultural do Brasil na Argentina, onde também se pode estudar espanhol.
Na Argentina, pode-se obter, após prestar um exame, o Certificado de Espanhol Língua e Uso (CELU) –seria o equivalente ao CELPE Bras do Brasil - outorgado pelo Ministério da Educação da Nação. Pode ser feito em diferentes sedes da Argentina, e também em vários pontos no Brasil. Conforme estatística do CELU, 523 brasileiros já foram aprovados, conformando 53% do total de aprovados.
Na Guia, trâmites para estudar na Argentina.
Viajar à Argentina
Conforme dados da Secretaria de Turismo, em 2006 ingressaram 559.219 turistas brasileiros. O crescimento das visitas aumenta 30% ao ano e supõe um ingresso de 397 milhões de dólares ao país. Não somente é o turista que mais gasta –uma média de 160 dólares por dia- senão também o que mais visita a Argentina. A permanência média é de 14 dias.
Os destinos escolhidos pelos brasileiros, cada vez se diversificam mais: ao tradicional Bariloche para esquiar e Buenos Aires para comprar, somam-se lugares como Mendoza, que ganhou interesse por seus vinhos e adegas; outros pontos da Patagônia (El Calafate, Ushuaia, Villa La Angostura) e o Noroeste (Jujuy, Salta e Tucumán).
Na Guia, dados básicos para os brasileiros que queiram viajar à Argentina, já seja de carro ou de avião.
