
Cristina Fernández percorreu os escritórios que Google inaugurou no Cais da Prata de Puerto Madero. Daí destacou a importância das redes de comunicação informática e o novo desafio de "gerar riqueza a partir da inteligência".
Acompanhada pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, Lino Barañao, a chefe de Estado compareceu na sexta-feira 6 de junho, à inauguração dos novos escritórios que a Google estabeleceu em Buenos Aires. Trata-se da terceira base de operações da companhia no mundo, suas outras sedes estão nos Estados Unidos e Irlanda.
No ato destacou-se a importância da Internet como uma "base de infra-estrutura para o desenvolvimento" e se ressaltaram os valores que a Argentina oferece para gerar um importante impulso à comunicação informática. "A capacidade de liderança e a atitude empreendedora" dos argentinos foi sublinhada no discurso oferecido pelo diretor geral da empresa, o Lic. Gonzalo Alonso.
“Google tem três centros nacionais, um na Califórnia (Estados Unidos), outro em Dublin (Irlanda) e o terceiro em Buenos Aires, desde o qual se atende todos os clientes de fala hispânica da América Latina e também os da Espanha e n Itália", detalhou à agência Telam, Alberto Arébalos, diretor de Comunicações para América Latina. Os escritórios em Buenos Aires empregam 100 profissionais de diferentes áreas, com uma média de idade de 25 anos. “Não descartamos, no futuro, ter aqui também, um centro de engenharia de software”, acrescentou Arébalos.
Por sua vez, a presidenta Cristina Fernández agradeceu a confiança depositada no país e enfatizou as mudanças provocadas pelo alto nível das comunicações. O nível de informação e sua articulação atual implicam "o desafio de uma nova ética e geração de riqueza", explicou a mandatária; "estamos em uma época de mudanças" onde "a riqueza se gera através da inteligência".
Enfatizou também, “a importância da Argentina em matéria de produção nas indústrias culturais”. Os países da OCDE têm uma média de 3,5 de participação da indústria cultural em seu PIB. A Argentina está na ordem de 3,1% de participação das indústrias culturais no PIB. O Brasil tem 1,8% e Chile 1,4%. Isto nos fala de duas coisas. “A formidável capacidade de nossos humanos, a alta qualificação, produto de uma educação que vem faz muito tempo.”
