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Economía e Negocios

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Economía e Negocios, 10 de Novembro de 2008

Economia e negócios na Argentina

Recursos humanos talentosos, recursos naturais abundantes, uma moderna infra-estrutura e uma cultura inovadora configuram uma plataforma competitiva para os investimentos.

Argentina oferece uma base sólida de recursos atrativos para os investidores; diferentes perfis de recursos humanos qualificados, com atraentes combinações de capacidades e habilidades; pessoas com talento e reconhecimento internacional desempenhando-se na Argentina e no exterior, universidades de prestígio e centros de pesquisa de alta capacidade, que imprimem conhecimento e valor à abundante e rica oferta de recursos naturais e industriais, com custos competitivos sobre uma base de infra-estrutura desenvolvida e em expansão.

Dentro deste contexto de estabilidade, tanto o setor agropecuário, como as diferentes áreas produtivas, somado ao desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas às manufaturas, e o crescimento do comércio exterior (motorizado pela alta competitividade do peso argentino)- fizeram do país, um lugar ótimo para os investimentos.

Recursos naturais

Neste sentido, o setor agropecuário é um dos principais pilares da atividade econômica. A Argentina é o oitavo país do mundo medido, em termos de sua extensão geográfica e um dos principais lugares com maior dotação de terras aptas para a produção agrícola e de gado; somada a outros recursos naturais, como o petróleo e o minério. Também, sua extensão de rios e uma costa atlântica de mais de  4.000 quilômetros, tornam o país apto para a pesca.

Os produtores argentinos, em busca de diferenciais competitivos e comparativos, introduziram nas atividades agrícolas – de gado tecnologia para otimizar os resultados de seu trabalho. Graças à tecnologia agropecuária, nos últimos 60 anos a fronteira produtiva se ampliou em 10 milhões de hectares. Assim, o país se converteu em um dos principais exportadores de soja, trigo, milho e frutas como a maçã, a  pêra ou o limão, entre outros.

A Argentina exportou, no ano passado,  à União Européia (UE) mais de 15 milhões de toneladas de produtos de origem animal e vegetal. Os principais destinos destas exportações foram a Espanha, Holanda, Itália, Alemanha e França. A China é, dos países do oriente, um destino privilegiado dos produtos agrícolas locais.

Além destes dados objetivos que demonstram a posição em matéria econômica relacionada aos seus recursos naturais, a Argentina está em condições de exportar o management de seu campo. Por isso, já existem muitos investidores estrangeiros que estão interessados em buscar produtores argentinos para se expandir na região. Não somente estão os recursos naturais, senão a experiência e as capacidades técnicas e de organização que permitem criar este diferencial no mundo.

Atualmente o campo argentino é uma das principais indústrias do país. O setor vitivinícola é outro produto deste setor. Hoje em dia, a Argentina situa-se entre os primeiros produtores de vinhos ao nível mundial. Esta indústria se desenvolveu, de tal forma que conseguiu conquistar mercados de exigentes consumidores, assim como um crescente número de turistas que desejam compaginar ócio e degustação nas adegas que se desenvolvem nos diferentes caminhos do vinho. Este setor se caracteriza por ter cada vez maior concorrência, cujo objetivo é ganhar mercados nos países desenvolvidos do hemisfério norte, Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Escandinávia, América do Norte e Japão.

O vinho argentino
Tintos, brancos, espumantes, jovens, antigos… o vinho argentino é apreciado em mais de 120 países. Um percurso que oferece a possibilidade de conhecer uma história vitivinícola com mais de duzentos anos.


Substituição de importações

Nos últimos cinco anos, a atividade industrial cresceu sustentavelmente, favorecida pela força da demanda interna e externa e por sua maior capacidade competitiva. Atualmente a expansão da oferta produtiva permite responder a uma crescente demanda externa sem desatender o dinâmico consumo local. O aumento do investimento e a dinâmica incorporação de trabalhadores possibilitaram o incremento da produtividade industrial, elevando-a aos níveis máximos históricos.

Neste processo, a Argentina iniciou um percurso em pró da substituição de importações, baseado no modelo de um peso competitivo ao nível internacional, política que conseguiu potenciar os diferentes setores industriais do país. Com o esquema econômico de alta competitividade local e internacional, a Argentina voltou a ser forte no setor automotor, a construção, a siderurgia, a metalmecânica. E por que não a energia nuclear, já que das empresas públicas e privadas trabalha-se na fabricação de reatores nucleares para pesquisas científicas (ver inovação produtiva).

Estes setores, além de crescer, têm uma forte competitividade como para inserir-se no exterior. Os fundamentos do crescimento da indústria são o constante tipo de mudança competitiva como base do atual modelo de acumulação com perfil industrialista e matriz de acumulação diversificada.

No ano passado, a indústria automotiva realizou 80 lançamentos de unidades, entre novos modelos e versões dos já existentes. Neste ano, calculam-se cem novos lançamentos, somado a um desenvolvimento mais profundo da fabricação nacional de autopeças, para consumo local e de exportação.

Atrás da indústria automotiva, seguem as manufaturas industriais de diversos setores: químicos e materiais plásticos; maquinarias agrícolas, material elétrico e metais comuns; papel, borracha, couro, calçado e materiais para a construção.

Outro dos setores fortes na Argentina é a indústria têxtil: alta capacidade criativa para o desenvolvimento de desenhos; capacidade inovadora para o desenvolvimento de novos mercados; prestígio na América Latina como país referente em moda e desenho, são algumas de suas características mais distintivas. Brasil, Estados Unidos, Espanha e Chile são os principais destinos de exportação para este setor econômico.

A criação e a imaginação não ficam isentas de formar parte do leque de opções industriais do país. Os criativos argentinos parecem ter encontrado um lugar privilegiado neste sentido e, há mais de uma década converteram-se em grandes exportadores de conteúdos de TV. Os programas locais são requeridos por emissoras de todo o mundo: Israel, Espanha, França, Chile, E.U.A., Brasil, Rússia, Panamá, Colômbia, Índia ou Portugal, para mencionar apenas alguns. Também dá-se uma forte inserção da  cinematografia nacional no mundo

Junto aos serviços, outras indústrias não tradicionais começaram a ser fortemente capitalizadas pela Argentina, especialmente tudo o tem a ver com as tecnologias da informação e as comunicações (Tiques). A indústria do software, os serviços de outsourcing, os centros de contato são um eixo da atual política econômica.

A indústria como serviço

Junto a uma tendência global cada vez mais firme, os empresários argentinos procuram posicionar o país entre as potências exportadoras de serviços. Para que isso aconteça dão-se cinco fenômenos: a consolidação de um mercado mundial integrado de serviços –global sourcing–; um fuso horário similar ao dos principais clientes, ou seja, os países desenvolvidos; o talento de seus recursos humanos; a afinidade cultural com Ocidente; e a alta competitividade do tipo de câmbio.

As exportações de serviços, sem contar o transorte e o turismo, representaram receitas por quase 2,6 bilhões de dólares nos primeiros nove meses de 2007. O software, os serviços informáticos, o outsourcing – terceirização de tarefas de uma empresa em outra- e os call centers já empregam mais de 100.000 pessoas. Engenheiros, arquitetos, contadores, médicos, através de um suporte tecnológico, formam parte desta indústria em crescimento.

Inovação produtiva

Na Argentina há oportunidades em TICs, biotecnologia, agronegócios, serviços offshore, entre outros. Isto tem a ver que no país há um núcleo de inovação relevante impulsado desde a criação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, a cargo de Lino Barañao. Seu objetivo será, primordialmente, fazer honra à inovação produtiva e potenciar a diversificação da matriz produtiva do país.

A criação de empresas com base tecnológica, tarefa que impulsa o Ministério, permite realizar uma melhor distribuição de recursos, focalizando-se nos profissionais envolvidos, onde o conhecimento é a chave do crescimento econômico. Os biocombustíveis são um caso emblemático de inovação produtiva. No  país já existem oito unidades especializadas na fabricação destes combustíveis.

O Biodiesel é o combustível renovável que tem o maior potencial de desenvolvimento, permitindo ao campo e à indústria do azeite outra possibilidade de comercialização e de diversificação da produção. O Bioetanol pode substituir a gasolina como já é feito no Brasil com o álcool de cana, ou o de milho nos Estados Unidos. Também é importante destacar que o país é potência mundial no desenho e construção de satélites com aplicações científicas e de reatores nucleares com fins médicos.

Desenvolvimento científico e produtivo da Argentina
A Biotecnologia é um dos eixos da estratégia de desenvolvimento científico e produtivo da Argentina. Empresas de base tecnológica geram pesquisas e produtos inovadores reconhecidos em todo o mundo.
A produção de biocombustíveis na Argentina cresce de maneira continuada, a partir da atividade de numerosas empresas, prevendo para o país, em seu papel de exportador, um futuro promissório ante a demanda mundial de energia renovável.
Junto a esta empresa estatal, a Argentina exporta reatores nucleares, satélites, e equipamento médico ao mundo. Tecnologia de última geração desenhada e desenvolvida integralmente no país.
A tradição científica com a qual o país conta possibilita que, atualmente, desenvolvam-se importantes pesquisas nanotecnológicas e que numerosas empresas locais utilizem esta técnica para a fabricação de produtos inovadores.
A produção de energia eólica manifesta um notável crescimento a partir da construção de importantes parques eólicos, que aproveitam, principalmente, os ricos ventos da Patagônia e da Província de Buenos Aires, para a geração de energia renovável.


 

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