
Export.ar assiste às empresas argentinas em seus esforços por comercializar seus produtos, visando acessar e diversificar suas vendas. Marcelo Elizondo, diretor executivo, explicou os objetivos da fundação em uma entrevista exclusiva com Argentina.ar.
O apoio da fundação provém das ações que o Ministério de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto realizam, através das 120 Embaixadas e Consulados das diferentes representações argentinas em todo o mundo.
A Fundação Exportar é uma agência pública que trabalha em conjunto com o Ministério de Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto e o setor privado. Sua função é "promover o acesso –afirma Marcelo Elizondo, diretor executivo da fundação– aos principais mercados do mundo para os produtos argentinos diferenciados, esses que têm maior valor agregado. Naqueles em que a Argentina concorre pela incorporação de talento, de criatividade, de conhecimento no processo de produção e comercialização".
A forma de agir "é prestar serviços aos exportadores, acompanhá-los para que o acesso às oportunidades de negócio no mundo seja menos complexo. Basicamente, através da confecção de informação relevante, para que os empresários detectem onde estão as oportunidades e quais são as condições para aproveitar essas oportunidades, porque cada mercado no mundo é diferente e tem suas exigências e particularidades”. Também a fundação oferece a “assistência técnica para que as empresas possam ajustar o processo de produção, previamente antes de sair ao mundo".
E, finalmente, o último serviço, talvez o mais visível, "é o da promoção comercial: embarcar a empresa, que ela vá ao mundo e participe de feiras e exposições internacionais. Para que se insira em cadeias de comercialização de outros países e obtenha encontros com potenciais clientes e sócios em diferentes mercados". Estes programas de promoção contam com cerca de 5.000 empresas argentinas, que trabalham em conjunto com Export.ar.
55 por cento de tudo o que a Argentina exporta são alimentos e a cada ano a fundação está presente nas feiras mais importantes do mundo. Desde a próxima feira Alimentária em Barcelona até o SIAL (Salão Internacional da Alimentação), que é a exposição mais importante do item alimentos elaborados.
"Na Fancy Food de Nova York –destaca Elizondo– a Argentina terá um espaço muito bem montado com uma visibilidade muito marcante, onde cada uma das principais empresas de alimentos argentinos não somente estará presente com seus representantes, senão que levará amostras de produtos que serão exibidos para credibilizar dita qualidade. Também organizamos degustações e coquetéis onde se apresentam os produtos que depois são comercializados, para dar mais força ao marketing dos produtos são percebidos através dos sentidos".
Além dos produtos alimentícios, há outros itens em que Exportar está trabalhando, em matéria de feiras. Por exemplo, CEBIT em Hannover, Alemanha, é uma "exposição anual de tecnologias incorporadas aos bens e serviços na qual a fundação está presente com um grupo de empresas prestadores de serviços vinculados ao software". Outro evento internacional para destacar é a feira Automechanika em Frankfurt, "a mais importante do mundo do negócio automotivo. Neste setor, a Argentina obteve uma importância notável: o país vai exportar este ano 300.000 carros ao exterior, nunca havia exportado tanto. Além disso tem mais de 2,5 bilhões de dólares adicionais que são exportados em auto-peças usadas para montagem no exterior, sobretudo no México e Brasil". O calendário das ações previstas para o ano de 2008 já pode ser consultado em http://www.tradenateargentina.gov.ar/
Em 2007, as exportações das PyME argentinas superaram os 6 bilhões de dólares. Elizondo afirma que as exportações para estas empresas "são negócios muito significativos e que desenvolvem uma estratégia não baseada na economia de escala, nem no volume, nem no preço, senão que são empresas que desenvolvem estratégias baseadas na inovação, no produto diferenciado, na qualidade e no valor agregado".
