Um dos maiores clássicos de Carlos Gardel.
De origem netamente popular, gestado em subúrbios, prostíbulos e cortiços de Buenos Aires, o tango (que significa “lugar de reunião dos escravos”) é inseparável da melancolia de sua música, letras e a sensualidade e paixão de sua dança.
Nos seus inícios, que arbitrariamente poderiam se situar em meados do século XIX, eram a flauta, o violino e a guitarra os principais instrumentos utilizados. A partir de 1900, com a forte presença imigratória, somou-se o bandônion, o qual tomou um protagonismo que dura até hoje.
Carlos Gardel, o “Turdo Crioulo”, foi quem popularizou o tango como música durante as primeiras décadas do século XX e se converteu no emblema mundial deste gênero e em um símbolo da cultura argentina.
A partir da década de 40, com a consolidação das indústrias culturais locais, em especial o rádio e o cinema, o tango entrou em sua idade dourada, com compositores e cantores como Osvaldo Pugliese, Aníbal Troilo, Enrique Cadícamo, Tita Merello, Virgilio e Homero Expósito, Alberto Castillo, Enrique Santos Discépolo, Horacio Salgán e Homero Manzi, entre uma inúmera lista.
Roberto Goyeneche iniciou sua carreira em meados dos anos 50. Porém, foi um dos tangueiros mais versáteis, dono de um fraseio e estilo único que o situam transversalmente ao longo da história do tango. Até sua morte, em 1994, foi reivindicado por todas as gerações. Também, o “Polaco” Goyeneche apadrinhou a carreira de Adriana Varela, singular cantora que se posicionou como uma das vozes femininas atuais de 2x4.
Entre os 60 e os 70, o tango viveu uma renovação junto a Ástor Piazzola quem, através de suas composições e seu bandônion, o levou às fronteiras musicais com outras músicas, como o jazz. A linha mais tradicional encontrou no Sexteto Mayor, Julio Sosa, Leopoldo Federico e Mariano Mores, expoentes que ainda mantêm sua vigência.
Outra vertente do desenvolvimento contemporâneo do tango está marcada pelo cruzamento com outros gêneros, resultado da incorporação de músicos jovens que o revitalizaram através da incorporação da eletrônica e o rock. Alguns desses projetos são: Gotan Project, Bajo Fondo Tango Club e Tanghetto.
Em Buenos Aires, três eventos já se impuseram na agenda mundial: são o Campeonato, Mundial e o Festival de Tango que há uma década, convocam os visitantes de todo o mundo.
Tango argentino, uma experiência apaixonada
Um novo especial multimídia que percorre os espaços que identificam a experiência argentina de bailar o tango: a tanguería, o teatro, a milonga e a academia. Fotografias, vídeos, áudios e toda a informação para se aproximar do 2x4.
Tango por 2
Os dois eventos tangueiros mais importantes do ano, na Argentina converterão Buenos Aires na capital mundial do tango. Através de concertos, aulas abertas, uma apaixonante competição e a grande milonga ao ar livre, será uma oportunidade imperdível para conhecer a tradição deste gênero musical, como também se aproximar das novas tendências. Em Agosto na Cidade de Buenos Aires.
Um percurso de três séculos
Um especial multimídia, patrocinado por Marca Argentina, conta através de reportagens a destacados compositores, intérpretes e dançarinos, o porquê da indiscutível vigência da música argentina, por excelência.
Os Carateres de Tango
Carlos Gardel
Sem dúvida é a figura do Tango no mundo inteiro. “El Zorzal” ficou na história e… cada dia canta melhor.
Enrique Santos Discépolo
Sem dúvida foi o poeta do tango. Desde Cambalache até Cafetín de Buenos Aires, seus poemas percorreram o mundo na voz dos grandes tangueiros.
Anibal Troilo
“Pichuco” (como era apelidado) foi sem dúvida o melhor tocador de bandônion de Buenos Aires. Uma verdadeira lenda e o melhor tocador de bandônion do tango.
Roberto Goyeneche
Seu estilo, sua voz e seu carisma fizeram do Polaco um verdadeiro sinônimo de Tango.
Osvaldo Pugliese
Esse grande mestre é o antecessor de Piazzolla e Salgán, e foi o primeiro a utilizar a síncope e o contraponto.
Hugo del Carril
Foi uma das vozes mais imponentes do tango, locutor desde sua adolescência, soube ganhar o carinho de todos graças a seu carisma e alegria.
Francisco Canaro
Piricho é considerado o fundador da SADAIC e foi um símbolo de todos os músicos do país. A voz de Gardel imortalizou muitas de suas grandes criações.
Carlos Di Sarli
Apelidado o “Senhor do Tango”, Di Sarli impôs uma marca própria e um perfil musical que o destacou entre as diferentes variantes da década de 40.
Juan D'Arienzo
Desde que debutou na rádio El Mundo, D’Arienzo e sua orquestra fizeram sucesso em todos os ambientes tangueiros transformando-se num dos mais populares de sua época.
Cátulo Castillo
Um dos grandes poetas, suas letras retratam essa nostalgia que o tango apresenta em cada nota.
Homero Expósito
Mimo, soube combinar nas suas letras o romantismo de Homero Manzi e o dramatismo de Enrique Santos Discépolo… uma união quase perfeita no tango.
Homero Manzi
Foi o mais romântico do tango e imortalizou para sempre a esquina de San Juan e Boedo da cidade de Buenos Aires.
Ástor Piazzolla
O primeiro revolucionário do Tango, soube entender a evolução que a música de Buenos Aires necessitava.
Horacio Ferrer
O mais louco do tango. Um símbolo da nova era do tango e compositor de letras para o grande Ástor Piazzolla.