
Em pleno século XIX, aparece a literatura gauchesca junto com Bartolomé Hidalgo, Hilario Ascasubi, Estanislao del Campo e a obra-mestra do gênero, “Martín Fierro”, onde José Hernández retrata como ninguém a idiossincrasia do gaúcho e seu caráter nacional. O poema é considerado o "Dom Quixote" dos argentinos.
Surge Esteban Echeverría com seu poema "A Cativa" retratando o ambiente rural da lhanura pampiana e o conto de estilo realista "O matadouro".
Avançando no século e a organização da Argentina como nação, surgem as crônicas históricas de Bartolomé Mitre e o "Facundo" de Domingo Faustino Sarmiento, manifesto ideológico dos Unitários, que alentavam a consolidação de um governo central e forte que facilitasse a imigração européia.
Nas portas do século XX, o poeta nicaragüense Rubén Darío, se converte em uma profunda influência para a nova estética que caracterizou o trabalho de Leopoldo Lugones, iniludível símbolo da poesia argentina.
Paralelamente, abre caminho a poesia de estilo "simplista", de poetas como Baldomero Fernández Moreno e Evaristo Carriego. O de Horacio Quiroga e Roberto J. Payró foi um estilo mais crioulo. Ricardo Güiraldes publica a novela rural "Don Segundo Sombra", onde destaca o gaúcho como personagem lendário.
Na década de 40, brilha Jorge Luis Borges, ícone mundial das letras argentinas. Extensamente traduzido e lido em todo o mundo. É um dos literatos mais aclamados do século XX.
Ernesto Sábato publica "O túnel", sua primeira novela e Leopoldo Marechal o "Adão Buenosayres", uma das obras fundamentais da literatura argentina.
Com o apoio de Borges, Julio Cortázar edita seus primeiros contos e inicia uma carreira brilhante. Ainda deslumbra os leitores com suas idéias fantásticas e seu mestrado para executá-las. Em 1963 publica a revolucionária novela Rayuela.
Dentro desse ramo do idealismo se destacaram também Adolfo Bioy Casares e Manuel Mujica Láinez. Bioy forjou uma forte amizade com Borges. Em co-autoria produziram grandes relatos: "Seis problemas para Seu Isidro Parodi" (1942), "Duas fantasias memoráveis" (1946), "Um modelo para a morte" (1946), "Livro do Céu e do Inferno" (1960), "Crônicas de Bustos Domecq" (1967) e "Novos contos de Bustos Domecq" (1977).
Juan Gelman se destaca em poesia de estilo coloquial, carregada de compromisso político. Seu talento é reconhecido com o Prêmio Cervantes 2007, o galardão literário mais importante em língua castelhana, ganho anteriormente pelas grandes penas de Bioy Casares, Ernesto Sábato e Jorge Luis Borges.
Também deixam pegada com seus versos Horacio Salas, Juana Bignozzi, Rafael Squirru, Fernando Guibert, Leónidas Lamborghini e Alejandra Pizarnik
Na década de 70, a ditadura militar marcou a fogo, as vidas dos argentinos e do mundo cultural. Juan Gelman, Antonio Di Benedetto, Osvaldo Bayer ("A Patagônia Rebelde", 1972), Tomás Eloy Martínez ("A paixão segundo Trelew", 1973) e Héctor Tizón, foram somente um punhado das grandes penas que tiveram que se exilar para sobreviver.
Com a volta da democracia, a vida cultural ressurge e se tornam conhecidas obras de grande quantidade de escritores. Em prosa se distinguiram: Ricardo Piglia, Manuel Puig, Antonio Di Benedetto, César Aira, Juan José Saer, Alan Pauls, Rodolfo Fogwill, Ana María Shua, Luisa Valenzuela, Alicia Steimberg, Osvaldo Soriano, Alberto Laiseca, Antonio Dal Masetto, Jorge Asís, Mempo Giardinelli, Cristina Feijóo. En poesía: Arturo Carrera, Néstor Perlongher, Ricardo Zelarrayán, Susana Thenon, Irene Gruss, entre outros.
Atualmente, uma nova geração de escritores emerge entre os que conheceram o êxito da editora nos 90, como Federico Andahazi, Marcelo Birmajer e Guilllermo Martínez. A crítica menciona entre seus principais referentes a Washington Cucurto, Gisela Antonuccio, Juan Terranova, Pablo Toledo, Florencia Abbate, Samanta Schweblin, Mariana Enriquez, Diego Grillo Trubba e Federico Falco.