
A filmografia nacional foi revitalizada na última década com o surgimento de jovens diretores que integram o denominado “novo cinema argentino”. O ano de 2007 representou um recorde histórico para o país, com a estréia de 92 filmes nacionais.
Caracterizada pela independência de suas produções, o realismo e a utilização de atores amadores, esta camada de novos realizadores significou uma virada radical e despertou elogios no mundo inteiro. Iniciada por diretores como Raúl Perrone, Martín Rejtman e Esteban Sapir, a corrente consolidou-se com Pizza, birra, faso, de Bruno Stagnaro e Adrián Caetano, no Festival de Mar del Plata de 1997. Pouco tempo depois, seguiram outras óperas primas como Mundo Grúa (1999), de Pablo Trapero, e A ciénaga (2000), de Lucrecia Martel. O Urso de Prata no Festival de Berlim de 2004 para O abraço partido, de Daniel Burman, marcou a maturidade deste movimento. O Festival de Cinema Independente de Buenos Aires, que em sua última edição reuniu mais de 200.000 espectadores, constitui uma vitrine insuperável para estes novos realizadores.
A partir dos anos 30, a cinematografia argentina é uma das mais destacadas de toda América Latina, junto a México e Brasil. A idade de ouro chegou com o nascimento de produtoras como, Argentina Sono Film e Lumilton. Manuel Romero, Mario Soffici, Leopoldo Torres Ríos, Carlos Hugo Christensen, Hugo del Carril e Lucas Demare são alguns dos grandes diretores desses anos, em que surgiram estrelas destacadas no mundo hispanoparlante como, Carlos Gardel, Niní Marshall, Libertad Lamarque, Luis Sandrini e Tita Merello. No final dos anos 50 apareceram realizadores de prestígio como Leopoldo Torre Nilsson, Hugo Santiago, David José Kohon, José Martínez Suárez e Manuel Antín. Duas figuras cobraram reconhecimento nos anos 60: Leonardo Favio e Pino Solanas (Urso de Ouro em Berlim 2004 pela sua carreira cinematográfica), responsável pela emblemática A hora dos fornos, que narrou as incipientes lutas de resistência popular na América Latina.
Com o retorno da democracia em 1983, o mundo voltou, novamente, a estar atento à realidade argentina, e se afiançaram autores como Adolfo Aristarain, María Luisa Bemberg, Eliseo Subiela, Miguel Pereira e Luis Puenzo, quem em 1986 obteve o Oscar de melhor filme estrangeiro com A história oficial.