
Há dez anos, um novo subgênero desembarcou nas discotecas de todo o mundo: o “electrotango”. Mais renovado do que nunca e com o espírito de sempre, a música popular de Buenos Aires se reinstala no primeiro plano do cenário da cultura mundial.
Este novo subgênero não se limitou apenas a revolucionar a música, senão que irrompeu também no baile, já que os jovens encontraram uma nova forma de “descontrair” os férreos mandatos do tango tradicional.
Fusão equilibrada entre o tango e a música eletrônica, dança-se o “electrotango” ao longo de todo o planeta. O House, o Tecno e o Trip Hop são, há mais de uma década, os ritmos escolhidos pelas principais danceterias européias. No ano de 2001, o grupo precursor deste novo gênero, Gotan Project, irrompeu com um novo desafio neste constante devir da música eletrônica: o tango.
A resposta foi mais que favorável: seu primeiro disco vendeu mais de um milhão de cópias em todo o mundo. O grupo é o amálgama perfeito entre um francês (Philippe Cohen-Solal), um suíço (Cristoph Müllen) e, como não podia deixar de ser, ao falarmos de tango, um argentino (Eduardo Makaroff).
Este novo subgênero não se limitou apenas a revolucionar a música, senão que irrompeu também no baile, já que os jovens encontraram uma nova forma de “descontrair” os férreos mandatos do tango tradicional. Carlos Libedinsky, criador de Narcotango, marca a grande diferença entre o passado e este novo estilo: “É um baile mais aberto e foi desenvolvendo outras formas de encontro da energia do homem e a mulher. É mais lúdico”.
Desde a década de sessenta, o tango evolui e se inclina a outros estilos. Astor Piazzolla foi um dos pioneiros na hora desta renovação, e em seu momento, mudou os parâmetros da recepção do tango. Atualmente, esta nova mistura entre um dos ritmos rio-platenses, por excelência, e os novos compassos da tecnologia, modernizam um gênero que, muito longe de morrer, está mais vivo do que nunca.