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Ciência e Educação

Ciência e Educação, 13 de Fevereiro de 2008

Um genoma bacteriano e antártico

Pela primeira vez, cientistas argentinos descreveram a totalidade dos gens que compõem um ser vivo. Trata-se da bacteria Biziona argentinensis, que mora em condições extrema na Antártica e que era desconhecida.


O Projeto Genoma Branco é uma pesquisa conjunta entre Bio Sidus e o Instituto Antártico Nacional.

A bactéria foi batizada como Biziona argentinensis.

Vivia tranqüilamente sob as águas das ilhas Shetland do sul, no oceano glacial antártico. Nenhum cientista nunca a havia detectado como espécie até que em 2001,  começou o Projeto Genoma Branco, uma pesquisa conjunta entre a empresa dedicada à biotecnolgia Bio Sidus e o Instituto Antártico Nacional.

Então, esta bactéria foi encontrada entre outros 400 microorganismos, que têm capacidade para viver em meios muito hostis para a vida como o ambiente glaciar. Foi batizada como Biziona argentinensis. Depois de anos de trabalho foi possível seqüenciar todo seu patrimônio genético. Um trabalho conjunto de um laboratório privado e o Instituto Antártico Argentino, com possíveis aplicações industriais.

Os responsáveis pelo trabalho ressaltaram que estes seres vivos são chamados extremófilos porque podem viver em temperaturas muito baixas ou alta salinidade, poderiam chegar a ter aplicações industriais, devido a que fabricam enzimas que lhes permitiram adaptar-se ao frio, algo não tão habitual.

O avanço foi informado publicamente no dia 6 de fevereiro. O artigo que apresenta a descoberta foi apresentado e aceito para sua publicação no jornal, Journal of Systematic an Evolutionary Microbiology, onde são registrados os “novos” micróbios.

1 Comentário
Kathie disse:
18 de Setembro de 2011 02:11:00

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