Ciência e Educação, 18 de Dezembro de 2008
Biocombustíveis na Argentina
A produção de biocombustíveis na Argentina cresce de maneira continuada, a partir da atividade de numerosas empresas. A Argentina poderia demandar em 2010, 600.000 metros cúbicos de biodiesel e 250.000 metros cúbicos de etanol.
O desenvolvimento dos biocombustíveis constitui uma alternativa ao uso de combustíveis fósseis, como o carvão, o gás e o petróleo. Há alguns anos, a Argentina se converteu em um importante produtor e exportador de biocombustíveis, já que conta em abundância com as matérias-primas necessárias (oleaginosas, açúcares, etc.) para sua elaboração. Atualmente, existem no país numerosas empresas argentinas e multinacionais dedicadas à produção de biocombustíveis, cuja atividade está regulamentada pela lei Nº 26.093 (Regime de Regulamento e Promoção para a Produção e Uso sustentáveis de Biocombustíveis) . Esta norma estabelece como meta para o ano 2010, que 5% do óleo diesel consumido na Argentina tem que ser biodiesel.
Continuando com esta política de incentivos para a produção, estabelece-se para o ano 2012, o uso obrigatório de Bioetanol (5%) misturado com gasolinas. Conforme os dados oficiais, a Argentina poderia demandar em 2010, 600.000 metros cúbicos de biodiesel e 250.000 metros cúbicos de etanol.
O notável investimento das empresas em tecnologia e inovação, as significativas pesquisas científicas, em matéria bioenergética, a crescente demanda de combustíveis renováveis a nível mundial e o fomento da atividade por parte do Estado nacional fazem da Argentina, um lugar propício para o desenvolvimento de biocombustíveis.
Blog Argentina por Especialistas
Jorge Hilbert, Coordenador do Programa Nacional de Bioenergia (PNB), explica a importância que a produção e utilização de biocombustíveis suscita e as perspectivas para a Argentina em dita atividade.
Programa Nacional de Bioenergia
O Programa Nacional de Bioenergia (PNB) do INTA promove, no âmbito das políticas públicas, o desenvolvimento sustentável de bioenergia, a partir de matérias-primas agrícolas e florestais.
Casos destacados
A empresa Oil Fox, que se dedica à produção de biocombustíveis desde o ano 1997, está trabalhando atualmente em um desenvolvimento inovador: a elaboração de biodiesel à base de óleo de algas.
Rosario Bio Energy é uma empresa que desenvolve combustíveis líquidos biológicos a partir de matérias-primas obtidas da produção agropecuária. Atualmente, está construindo uma moderna unidade na cidade de Roldán, Província de Santa Fe.
O Projeto Bio Top identifica as oportunidades técnicas e as necessidades de pesquisa em matéria de biocombustíveis entre América Latina e Europa, com a finalidade de promover a atividade, a colaboração e o trabalho conjunto entre os países participantes.
Pitey é a primeira empresa argentina que produz biodiesel a escala industrial em sua própria unidade, na província de San Luis. Seus clientes são empresas de transporte, agropecuárias, distribuidoras de combustíveis, navais e destilarias.
Conta, na Província de Tucumán, com a maior destilaria de álcool da Argentina e planeja, em pouco tempo, produzir etanol à base de milho e sorgo doce.
A empresa Cultivos Energéticos desenvolve mudas de Jatropha Curcas, cujas sementes contêm um óleo não comestível que se converte em biodiesel mediante um processo de transesterificação.
Com o apoio do governo chubutense, Biocombustíveis Chubut conta com a primeira refinaria de biodiesel de construção integramente nacional. Também participou do empreendimento do primeiro barco movimentado a biodiesel.
A empresa canadense Dynamotive planeja pôr em marcha, na Província de Corrientes, quatro instalações para a elaboração de bio oil, um biocombustível utilizado para gerar eletricidade e calefação para indústrias.
Últimas notícias
Da expansão do biodiesel até o panorama do milho e da cana de açúcar. Uma análise a fundo.
Apesar de os impostos sobre o biocombustível aumentarem 15 pontos desde março, as unidades que começarão a operar chegarão a 500.000 toneladas sobre a produção deste ano.
O governador de Chubut, Mario Das Neves, inaugurou na cidade de Comodoro Rivadavia uma refinaria de biodiesel, a primeira de construção, integramente, nacional que permitirá produzir 30.000 litros diários de combustível ecológico.
O ministro da Produção de Formosa, Luis Eugenio Basterra, assegurou que investidores da Inglaterra e dos Estados Unidos mostraram interesse em adquirir terras nessa província para investimento.
Especialistas do setor das energias renováveis analisaram em uma conferência o futuro de um negócio em expansão.
Em 2008 começarão a funcionar uma dúzia de megaprojetos distribuídos em todo o país; neste contexto, prevêem-se exportações por us$ 1,2 bilhão.
Serão aplicados em unidades de biodiesel e de etanol que se inaugurarão nos próximos 2 anos.
O Governo de Santiago del Estero e uma empresa holandesa assinaram um acordo para a produção de jatropha, cultivo apto para a obtenção de biodiesel. No projeto participarão 4.000 pequenos e médios produtores santiagueños.
Desenvolvimento científico e produtivo da Argentina
A produção de energia eólica manifesta um notável crescimento a partir da construção de importantes parques eólicos, que aproveitam, principalmente, os ricos ventos da Patagônia e da Província de Buenos Aires, para a geração de energia renovável.
Junto a esta empresa estatal, a Argentina exporta reatores nucleares, satélites, e equipamento médico ao mundo. Tecnologia de última geração desenhada e desenvolvida integralmente no país.
A Biotecnologia é um dos eixos da estratégia de desenvolvimento científico e produtivo da Argentina. Empresas de base tecnológica geram pesquisas e produtos inovadores reconhecidos em todo o mundo.
A tradição científica com a qual o país conta possibilita que, atualmente, desenvolvam-se importantes pesquisas nanotecnológicas e que numerosas empresas locais utilizem esta técnica para a fabricação de produtos inovadores.